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Dicas para reduzir o custo de energia elétrica com ar comprimido (parte 1)



O sistema tarifário brasileiro em vigor atualmente existe desde 1993 pela lei que estabeleceu a desequalização tarifária, com taxas variáveis para os horários de PONTA e FORA DE PONTA e ainda fixa valores distintos para os períodos do ano compreendidos entre maio e novembro, definidos como PERÍODO SECO e entre dezembro e abril como PERÍODO ÚMIDO.

Os valores são fixados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Se a sua indústria tem potência instalada acima de 112,5 KVA (dependendo da concessionária, pode ser 75 ou 225 KVA) é obrigatória a contratação de POTÊNCIA e ENERGIA (demanda e consumo), e você deve optar por uma das duas possíveis faixas do segmento HORO-SAZONAL, chamadas de VERDE e AZUL.

As figuras a seguir dão uma ideia da estrutura do sistema de tarifas:



Para os dois segmentos HORO-SAZONAL há tarifas de consumo diferentes para os períodos SECO e ÚMIDO.

Neste sistema variável, o aspecto com que a indústria precisa se preocupar mais, é o HORÁRIO DE PONTA.

Conforme o sistema tarifário, ao longo das 24 horas do dia, o consumo de energia varia, atingindo valores máximos entre as 17:00 e 22:00h. De acordo com o perfil da carga de cada concessionária, são escolhidas três horas compreendidas no intervalo das 17:00 às 22:00h, dos dias úteis, definidos como HORÁRIO DE PONTA.




A carga média dos horários fora de ponta é chamada de carga de base e a carga média das cinco horas do horário de ponta é chamada de carga de ponta. Para se obter um melhor equilíbrio do sistema de geração, a concessionária usa nos horários fora de ponta, a energia gerada pelas usinas hidrelétricas, que é mais “barata”. E nos horários de ponta a concessionária usa a energia gerada pelas usinas termoelétricas (de maior custo).

Entendendo isso, sua indústria pode deslocar o consumo de eletricidade para fora do horário de ponta, o que além de gerar uma economia muito grande, também é ambientalmente mais responsável, na medida em que usinas termoelétricas geram gases do efeito estufa.

Mas os gastos extras com eletricidade não param por aí. Existe também o conceito de DEMANDA CONTRATADA:

Os valores de demanda contratada (em kW) são independentes do consumo registrado (em kW/h). No caso de se verificar demanda que supere em mais de 10% o limite contratual, sua indústria pagará o excesso calculado pela tarifa de ultrapassagem e o valor desta tarifa é TRÊS vezes maior que o valor da tarifa básica, tanto para o horário fora de ponta quanto para o horário de ponta.

Tratando-se do segmento HORO-SAZONAL AZUL, serão fixados dois valores de demanda contratada. Um para o horário de ponta e outro para o horário fora de ponta. O valor de potência, em kW, para o horário de ponta não pode ser inferior a 10% do valor estabelecido para o horário fora de ponta.

Outro agravante, é que os contratos, uma vez assinados, não podem ser alterados dentro de, no mínimo, 90 dias.

A possibilidade de eliminação das parcelas correspondentes ao horário de ponta se torna particularmente atraente para as instalações onde não é possível reduzir o consumo. A alternativa de melhores resultados é não contratar demanda e não consumir energia da concessionária no horário de ponta. Entretanto, para manter a sua atividade normal, sua indústria deverá gerar a energia de que necessitará. E como fazer isso?

Investindo em um gerador a diesel, por exemplo. Substituindo compressores de ar elétricos por compressores a diesel, nos horários de ponta.

Veremos como implementar isso no próximo post. Não perca.


 
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